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#COP21 Paris

(Quase) tudo sobre a minha participação na 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21) em Paris de 30/nov a 11/dez 2015



Segunda-feira, 30.11.15

Clima - Esperança num caminho que passa por Paris

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Artigo de opinião no Diário de Notícias de hoje:

Já assim foi com o Protocolo de Quioto de 1997 – marcaram-se metas e vários países desenvolvidos retiraram-se do compromisso de reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa causadoras do aquecimento global e consequentes alterações climáticas.

Em 2009, um acordo global, precipitado no final da Cimeira em Copenhaga, falhou! Como será possível, agora em Paris, envolver os Estados Unidos, que assinaram mas não ratificaram Quioto, onde as palavras “legal” e “financeiro” e “compensação” pelos impactes tornam tudo mais difícil de avançar com um Congresso e Senado hostis?

Onde, por oposição, a União Europeia, que já foi mais unida e mesmo protagonista nas negociações climáticas, quer um Acordo de compromissos vinculativos, verificáveis e ambiciosos?

Ou uma Índia, que quer desenvolver muito as energias renováveis e melhorar a sua eficiência energética, mas aposta no carvão “verde” (isto é, numa tecnologia de captura e armazenamento de carbono que ainda não conseguiu ser bem sucedida economicamente)?

Ou a China, que tem sofrido uma transformação energética tremenda mas que mantém dúvidas sobre a perda de importância da diferenciação dos países (desenvolvidos e em desenvolvimento), e acha que qualquer revisão do esforço de redução de emissões no futuro deve sempre ter esse aspeto em conta?

Ou ainda as pretensões de muitos países africanos, que querem dar prioridade à adaptação a um clima em mudança e ao financiamento?

O Acordo está garantido – falta perceber qual será a sua “qualidade”. A grande diferença em relação ao passado, é que o Acordo de Paris foi logo à partida percebido como um momento, parte de um caminho que mudar a sua trajetória se não estiver a ter sucesso e não apenas uma meta a cumprir no tempo como em Quioto ou Copenhaga. E neste momento, todos os países perceberam que um desaire sairá muito mais dispendioso para eles próprios e para o mundo…

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por Francisco Ferreira às 14:30




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